Este é um assunto que tem despertado grande interesse dos vários setores da sociedade. A resposta é recheada de alto grau de complexidade científica pois:
1º) depende da formulação dos diversos tipos de materiais, isto é, que tipo de plástico, que tipo de metal, a composição do produto de vidro, o tipo de papel, etc...
2º) depende de qual ambiente de análise comparativa:
- solo? Qual o PH? Quais as características geológicas? Há ausência de oxigênio? Etc, etc, etc...
- oceanos? Rios? Manguezais? Água doce ou salgada?
- lixões? Aterros sanitários? Ausência de oxigênio? Há retirada periódica de produtos oriundos da degradação do lixo (ex. chorume, gases, etc)?
- depende do grau de exposição às intempéries (raios solares, chuvas, etc).
Portanto, fica evidente que, sem base científica e metodologia rígida de análise, é muito difícil emitir um parecer. O CEMPRE ainda não dispõe de fontes de referência que preencham plenamente tais requisitos.
1º) depende da formulação dos diversos tipos de materiais, isto é, que tipo de plástico, que tipo de metal, a composição do produto de vidro, o tipo de papel, etc...
2º) depende de qual ambiente de análise comparativa:
- solo? Qual o PH? Quais as características geológicas? Há ausência de oxigênio? Etc, etc, etc...
- oceanos? Rios? Manguezais? Água doce ou salgada?
- lixões? Aterros sanitários? Ausência de oxigênio? Há retirada periódica de produtos oriundos da degradação do lixo (ex. chorume, gases, etc)?
- depende do grau de exposição às intempéries (raios solares, chuvas, etc).
Portanto, fica evidente que, sem base científica e metodologia rígida de análise, é muito difícil emitir um parecer. O CEMPRE ainda não dispõe de fontes de referência que preencham plenamente tais requisitos.
Até hoje, não se sabe onde e com que critério foi criado o padrão de cores dos contâiners utilizados para a coleta seletiva voluntária em todo o mundo. No entanto, alguns países já reconhecem esse padrão como um parâmetro oficial a ser seguido por qualquer modelo de gestão de programas de coleta seletiva. O código é:







São componentes tóxicos – como chumbo, mercúrio e cádmio - encontrados, por exemplo, em pilhas, baterias e lâmpadas. Esses produtos, se descartados em lixões e aterros sanitários, liberam metais pesados que contaminam o solo, os cursos d’água e os lençóis freáticos, criando situação de perigo para o homem e o meio ambiente. Os metais pesados também podem afetar a qualidade do produto obtido na compostagem do resíduo orgânico – por isso é preciso checar sua origem. Além disso, a queima de resíduos de metais pesados em incineradores também não consiste em uma boa prática, pois os resíduos tóxicos permanecem nas cinzas e parte deles pode volatilizar, contaminando a atmosfera.
Rotulagem Ambiental são declarações que dão ao consumidor informação acurada a respeito do impacto ambiental de um produto ou serviço. Tem por objetivo promover a redução dos impactos ambientais negativos relacionados a produtos e serviços através da conscientização de fabricantes, consumidores e instituições públicas mostrando a vantagem de adotar produtos que causem o menor impacto ambiental possível durante o seu ciclo de vida. Até o momento, já foram publicadas pela ISO as normas Tipo 1 e Tipo 2 (em fase final de redação):
- Tipo 1 (14024) - Selos verdes/certificação por terceiros.
- Tipo 2 (14021) - Auto declaração
A reciclagem energética tem estreita relação com a incineração de lixo. Ela é feita a partir de uma instalação de combustão de lixo que difere da usina de incineração porque gera um produto, a energia (eletricidade e calefação), que pode ser vendido, resultando em receita para o município.
Na comercialização da eletricidade gerada a partir da queima de lixo é importante considerar fatores como:
Na comercialização da eletricidade gerada a partir da queima de lixo é importante considerar fatores como:
- Suprimento, uma vez que os usuários não aceitam interrupções no seu fornecimento. Em razão disso, é necessária uma caldeira de reserva para garantir o fornecimento consistente da energia gerada a partir da combustão do lixo.
- Preço competitivo em relação a outros co-geradores de energia
Polpa moldada é uma expressão técnica usada pela indústria de reciclagem de papel. Abrange o processo de desagregação ou separação das fibras de jornal e aparas em geral, que misturadas a água e produtos químicos, formam uma massa, a polpa moldada, que dará origem a produtos como bandejas para acondicionamento, transporte e proteção de hortifrutigranjeiros. A Paraibuna Papéis, associada do Cempre, com fábrica situada em Juiz de Fora (MG), desenvolveu e vem confeccionando calços de polpa moldada, uma inovação no mercado que vem substituindo o isopor. Há calços de polpa moldada para lâmpadas, celulares, geladeiras e fogões. São reciclados, recicláveis e biodegradáveis.
São várias as formas possíveis para a classificação do lixo: em razão de sua natureza (seco e molhado), por sua composição química (matéria orgânica e matéria inorgânica) etc. A classificação que adotamos no Brasil é regulada pela NBR 10004 - Classificação de Resíduos Sólidos, que segue o critério dos riscos potenciais ao meio ambiente. Assim, de acordo com essa norma técnica; lixo Classe 1 abrange os resíduos perigosos, ou seja, que apresentam risco à saúde pública e ao meio ambiente, ou uma das seguintes características: inflamabilidade, corrosividade, toxidade, reatividade e patogenicidade. São exemplos de lixo Classe 1 as baterias e produtos químicos que geram um forte impacto sobre o meio ambiente.
A citada norma refere-se, ainda, aos:
Resíduos Classe II - Não Perigosos
A) Não inertes (apresentam propriedades como biodegradabilidade, solubilidade ou combustibilidade; aqui estão abrangidos, por exemplo, matéria orgânica e papel);
B) Inertes (rocha, tijolos, vidros e certos plásticos e borrachas que não são decompostos prontamente).
A citada norma refere-se, ainda, aos:
Resíduos Classe II - Não Perigosos
A) Não inertes (apresentam propriedades como biodegradabilidade, solubilidade ou combustibilidade; aqui estão abrangidos, por exemplo, matéria orgânica e papel);
B) Inertes (rocha, tijolos, vidros e certos plásticos e borrachas que não são decompostos prontamente).
Trata-se do conjunto articulado de ações normativas, operacionais, financeiras e de planejamento que uma administração municipal desenvolve (com base em critérios sanitários, ambientais e econômicos) para coletar, segregar, tratar e dispor o lixo de sua cidade.
A embalagem monocamada, já utilizada por países como EUA e França, é aquela que permite que o PET reciclado entre em contato direto com alimentos e bebidas. Essa tecnologia é conhecida pela sigla URRC e é capaz de descontaminar PET pós consumo através de um sistema de superlavagem que assegura ao reciclado o mesmo nível de limpeza da matéria prima virgem. No Brasil, ainda não há previsão para a fabricação desse tipo de embalagem.
Por aqui, só é utilizado o processo de embalagem PET multicamada, ou seja, aquela que se assemelha a um "sanduiche", composto de 3 camadas, sendo 2 de matéria virgem e uma, no meio, de plástico reciclado, que nunca entra em contato com o alimento ou outro produto que embala.

O conceito de eco-eficiência vem sendo adotado por empresas do mundo inteiro, assegurando que seus sistemas de produção, produtos e serviços comprometam-se com uma performance econômica e ambientalmente corretas. Nesse sentido, a empresa que busca a eco-eficiência passa a dotar condutas como a minimização do consumo de matérias-primas virgens e suas substituição por matéria reciclada, concentra esforços para diminuir a toxidade de seus produtos e aumentar sua vida útil; reduz o uso de energia elétrica entre os outros.
Hoje, o mercado mundial busca um padrão de produção e consumo otimizados do ponto de vista econômico, social e ambiental. O eco-design consolida a cultura da racionalidade numa empresa, que passa a gerar produtos concebidos à luz da ecoeficiência, da adoção de tecnologias limpas e da prevenção à geração de resíduos impactantes. Portanto, o eco-design assegura que um produto seja proveniente do uso racional de energia, de água e de matérias-primas, incluindo estudos de biodeterioração.
Esta expressão reúne múltiplos aspectos. Da perspectiva da atividade industrial, pode abranger, por exemplo:
- atendimento à legislação ambiental vigente nas esferas federal, estadual e municipal, no que tange ao processo, ao produto, destinação de resíduos perigosos, etc. No caso das exportações, incluir legislação vigente no país de destino das mercadorias;
- cumprimento de todos os requisitos de uma certificação ambiental. Ex: série ISO 14000, de vigência internacional;
- ações coerentes com o plano ou código de conduta ambiental adotado pela alta direção de uma companhia.
Trata-se de uma técnica de recuperação de áreas degradadas por disposição não controlada de lixo sólido no solo. O progressso significativo na biorremediação ocorreu a partir de meados da década de 80, quando foram desenvolvidos processos para identificar, isolar da natureza e estimular a reprodução, em grande quantidades, de bactérias capazes de se "alimentar" dos contaminantes. Vale lembrar que cada trabalho de biorremediação deve ser cuidadosamente planejado, pois as circunstâncias e condições de degradação do solo são sempre muito variáveis.
Em linhas gerais, a biomassa tem origem em resíduos sólidos urbanos, animais, vegetais, industriais e florestais. A biomassa voltada para fins energéticos abrange a utilização desses vários resíduos para a geração de fontes alternativas de energia. O Brasil é um grande produtor de produtos agrícolas, os quais geram uma enorme - e contínua - quantidade de biomassa. Segundo dados levantados pelo pesquisador D. O. Hall, atualmente a biomassa representa cerca de 14% da energia consumida no mundo, constituindo para os países em desenvolvimento a maior fonte energética, equivalente a cerca de 35 %. Segundo o mesmo autor, os programas nacionais considerados mais bem sucedidos são:
- O PROÁLCOOL no Brasil;
- Aproveitamento do Biogás na China Continental;
- Coque vegetal no Brasil;
- Aproveitamento de madeira para fins energéticos na Suécia;
- Aproveitamento de resíduos agrícolas na Grã – Bretanha;
- Plantações de eucaliptos na Etiópia; e Aproveitamento do bagaço de cana nas Ilhas Maurício
O biogás é uma mistura composta principalmente de gás carbônico (30%) e metano (65%). É obtida a partir da digestão anaeróbia de matéria orgânica, como estercos de animais, lodo de esgoto, lixo doméstico, resíduos agrícolas, efluentes industriais e plantas aquáticas. Simultaneamente à obtenção do biogás, há formação de uma substância, com aspecto de lodo, que quando diluída pode ser utilizada como fertilizante no cultivo de plantas.
A tecnologia da produção do biogás, que vem sendo pesquisada e utilizada há mais de um século em vários países, ocupa atualmente um lugar de destaque no cenário das fontes alternativas de energia. Além do aspecto energético, o processo de digestão anaeróbia (biodigestão) de resíduos orgânicos permite o controle da poluição ambiental.
A tecnologia da produção do biogás, que vem sendo pesquisada e utilizada há mais de um século em vários países, ocupa atualmente um lugar de destaque no cenário das fontes alternativas de energia. Além do aspecto energético, o processo de digestão anaeróbia (biodigestão) de resíduos orgânicos permite o controle da poluição ambiental.
Esse conceito, conhecido internacionalmente pela sigla LCA - Life Cycle Assessment, é muito mais abrangente do que um estudo de balanço de energia e massa. A análise do ciclo de vida de um produto ou serviço compatibiliza os impactos ambientais decorrentes de todas as etapas envolvidas: desde sua concepção mercadológica, planejamento, extração e uso de matérias-primas, gasto de energia, tranformação industrial, transporte, consumo até seu destino final - disposição em aterro sanitário, reciclagem, compostagem ou incineração. Desta forma, o acompanhamento da vida de um produto é feito de seu "berço ao túmulo". Note-se que, nessa avaliação, são considerados também os impactos indiretos. A série de normas ISO 14040 abrange esse importante aspecto de produção.
Neste caso, sugerimos que o material reciclável separado no domicílio seja encaminhado a catadores de rua autônomos, cooperativas de catadores, associações de moradores, ONG's ou qualquer outro tipo de iniciativa espontânea da comunidade local.
Há ainda a alternativa de contato com sucateiros, desde que para o repasse de grandes quantidades de material.
Há ainda a alternativa de contato com sucateiros, desde que para o repasse de grandes quantidades de material.
No Brasil existe uma norma (NBR 13230) da ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas, que padroniza os símbolos que identificam os diversos tipos de resinas (plásticos) virgens. O objetivo é facilitar a etapa de triagem dos resíduos plásticos que serão encaminhados à reciclagem. Os tipos são classificados por números a saber:
1 - PET
2 - PEAD
3 - PVC
4 - PEBD
5 - PP
6 - PS
7 - Outros
Telefone da ABNT para contato: SP - (11) 3016.7070 - RJ - (21) 3974.2300
1 - PET
2 - PEAD
3 - PVC
4 - PEBD
5 - PP
6 - PS
7 - Outros
Telefone da ABNT para contato: SP - (11) 3016.7070 - RJ - (21) 3974.2300
Não existe metodologia única para organizar um programa de coleta seletiva em condomínios. De modo geral, os passos a serem seguidos são:
- mobilizar o maior número possível de moradores, demonstrando a importância da iniciativa e infomando-lhes como participar;
- definir os tipos de materiais recicláveis que serão coletados (jornais, papéis, papelão, vidro, plástico, alumínio, etc), tendo sempre em vista a demanda de mercado existente nas proximidades, pois essa preocupação viabilizará um fluxo constante de saída (venda), evitando o acúmulo excessivo dos materiais coletados por falta de "escoamento";
- definir a estrutura operacional do sistema, sempre considerando 3 fases, ou seja, coleta, estocagem e venda (ou doação).
É necessário que se atendam 3 aspectos: infra-estrutura, mão-de-obra e documentação legal.
Infra-estrutura:
Infra-estrutura:
- galpão para recebimento dos materiais recicláveis;
- equipamentos como balanças, prensas e carrinhos.
- De modo geral, os cooperados não têm vínculo empregatício com a cooperativa. Os cooperados são, portanto, trabalhadores autônomos, que recebem de acordo com a quantidade de material coletada ou em razão da receita obtida pela cooperativa, rateada em partes iguais entre seus membros.
- Com a ajuda de um advogado, os cooperados devem elaborar um estatuto que contenha todas as normas de administração que vão reger a cooperativa. A lei exige um número mínimo de 20 pessoas para se montar uma cooperativa. Também é necessária a inscrição da entidade junto à Prefeitura. Finalmente, as cooperativas também são tributadas, pagando ICMS e IPTU.
Fonte: http://www.cempre.org.br/servicos_duvidas.php
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